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Nos próximos 60 dias, o Polo Médico do Recife, na Ilha do Leite, poderá utilizar o gás natural encanado após a conclusão das obras de instalação da rede da Copergás, iniciadas na última segunda-feira. Ao todo serão quase três quilômetros de gasodutos, que abrangerão 14 vias do bairro. O serviço vai envolver 70 profissionais e está orçado em R$ 2 milhões.
“Os investimentos são destinados à implantação da rede como um todo. Com a execução, a localidade terá condições de ser atendida com pelo menos 50 mil metros cúbicos ao dia, que é o potencial do polo médico”, informou o diretor Técnico Comercial da Copergás, Jaílson Galvão.
O abastecimento de gás natural chegará não só aos empreendimentos médicos, como aos centros empresariais, comércios e residências. “Está é a segunda fase da estratégia de ampliação da nossa rede na Capital, adensando o abastecimento para melhor ofertar o serviço de gás natural aos nossos potenciais clientes”, comentou Galvão.
Segundo ele, as linhas de tubulações da Ilha do Leite e de Boa Viagem são independentes, mas tendem a se interligar. “A rede que abastecerá o Polo é a mesma que vem da avenida Abdias de Carvalho. E nós estamos indo com a tubulação em direção da região do Pina. Então, há uma tendência de que haja uma interligação do sistema, que será melhor do ponto de vista operacional para o suprimento do gás”, esclareceu o diretor.
Em Pernambuco, o Real Hospital Português é um dos que já utiliza o gás natural com um consumo médio de 923 metros cúbicos/dia. No Estado, a fonte energética é utilizada para uso industrial, veicular, comercial e residencial. O consumo médio de gás natural fica em torno de um milhão de metros cúbicos/dia. (Carol Pacobahyba)
Fonte: Folha de Pernambuco / Ecnomia / 18-05-2011
Começa nesta quarta-feira (18) e vai até a sexta-feira (20), no Hotel Atlante Plaza, em Recife, o 14º Fórum de Equalização de Editais, coordenado pela Copergás e promovido pela Mitsui Gás e Energia do Brasil em parceria com a Petrobras. Esta é a segunda vez que o evento ocorre na cidade e o último compromisso de Masayuki Yoshizawa como presidente da Mitsui brasileira, após quatro anos de atividades no país. O primeiro fórum na cidade foi o 7º, realizado em agosto de 2009.
Nesta edição, o fórum vai reunir além da Copergás, representantes da Algás, Bahiagás, Compagás, PBgás, SCgás, Sulgás, Sergás e MSgás para discutir a padronização nos processos de licitações adotados pelas distribuidoras. De acordo com o consultor interno da Mitsui, Eduardo Requena a finalidade é buscar uma uniformidade entre as companhias de gás natural associadas à Mitsui.
As discussões sobre o tema começam às 8h30 nos três dias do evento. No primeiro dia, após a abertura, que terá a presença da Diretoria da Copergás, o principal assunto será projetos executivos. No dia seguinte, as apresentações giram em torno de capitação direcionadas para o segmento residencial. Já o último dia será dedicado a explanações e debates sobre fiscalizações. As atividades serão encerradas às 17h45 todos os dias.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Em aproximadamente 60 dias, o Polo Médico do Recife poderá utilizar o gás natural. Este é o tempo previsto para conclusão das obras de instalação da rede de gás natural, no bairro da Ilha do Leite, iniciadas esta semana, pela Copergás. São quase 3 km de gasodutos abrangendo 14 vias do bairro, com um investimento aproximado de R$ 680 mil.
A primeira etapa dos trabalhos consiste na sinalização da área e, logo em seguida, a preparação de furos. O método empregado pela Tecmaster, construtora contratada para executar a obra, é o MND (método não destrutivo), que realiza um furo direcional por onde introduz a tubulação sem precisar abrir valas. Ao finalizar a obra, a Copergás tem como prática deixar o asfalto, nos pontos de interferência, totalmente refeitos. Com isso, minimiza a possibilidade de transtornos para moradores e transeuntes.
A empresa também adota placas sinalizadoras de velocidade e desvios para conservar a fluidez do trânsito na área, além de manter técnicos para orientar os motoristas. Ao todo, a obra vai envolver 70 profissionais, que estarão seguindo procedimentos e instruções de segurança determinados para este tipo de operação.
A rede de gás natural vai passar pelas seguintes vias: Rua Joaquim Ignácio, Av. Agamenon Magalhães, Rua do Paissandu, Praça Chora Menino, Av. Lins Petit, Rua das Fronteiras, Rua Estado de Israel, Praça Miguel de Cervantes, Rua Frei Matias Teves, Rua Francisco Alves, Rua Antonio Gomes de Freitas, Rua Dr. João Asfora, Rua jornalista Trajano Chacon e Rua senador José Henrique.
Benefícios – Com a chegada do gás natural à Ilha do Leite será possível abastecer hospitais e clínicas localizadas na região, além de prédios residenciais, como já ocorre em outras localidades do Recife. O uso do gás natural em centros hospitalares é de grande valor por diversas questões. Uma delas é o fator ambiental, pela queima mais limpa; outra é por oferecer abastecimento contínuo de energia, e ainda há o lado econômico, pois é um produto mais viável financeiramente em comparação com outros energéticos.
O gás natural pode ser utilizado para aquecimento de água, em caldeiras, para abastecimento de fornos e fogões, secadoras, geradoras de energia e aparelhos de ar-condicionado. O combustível também é mais seguro por se dispersar rapidamente em casos de vazamento e não necessitar de armazenamento no local. Outras vantagens são o baixo custo de manutenção e o pagamento somente após o consumo.
Em Pernambuco, o hospital Português já utiliza o gás natural com um consumo médio de 923 metros cúbicos/dia. Em todo o Estado, o energético é empregado para uso industrial, veicular, comercial e residencial. Atualmente, somando todos os segmentos, o consumo médio do produto fica em torno de 1 milhão metros cúbicos/dia.
Fonte: Assessoria de Comunicação
As utilidades do gás natural e a sua distribuição em Pernambuco foi um dos pontos apresentados pela Copergás em estande na 11ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos – Coteq, realizada de 10 a 13 deste mês, no Enotel, em Porto de Galinhas, Ipojuca (PE). O evento reuniu especialistas, engenheiros, técnicos e pesquisadores envolvidos com tecnologias industriais.
Atualmente, o gás natural é consumido em Pernambuco por 88 indústrias, além do seu uso comercial, veicular e residencial, o que contabiliza um consumo médio em torno de 1 milhão metros cúbicos/dia. Durante o período de exposição foi mostrado que o gás natural é ambientalmente mais favorável e ainda oferece benefícios econômicos e praticidades, entre elas, o fornecimento contínuo.
Outras atividades paralelas ainda fizeram parte do evento, como a Conferência Nacional de Ensaios Não-Destrutivos e Inspeção, o Congresso Brasileiro de corrosão, o Seminário de Inspeção de Equipamentos, a Conferência Internacional Evolución de Integridad y Extensión de Vida de Equipos Industriales, a Exposição de Tecnologia de Equipamentos para Corrosão e Pintura, além de diversos minicursos. A conferência contou com mais de 60 empresas nacionais e estrangeiras, premiação técnica e sorteios para os participantes.
Fonte: Assessoria de Comunicação
Estatal vai promover a comercialização do GNV como opção competitiva ao álcool e à gasolina. Preço do metro cúbico do gás natural continua a R$ 1,699 na bomba
No momento em que o litro da gasolina ronda a casa dos R$ 3,00 e o álcool – a R$ 2,20 – não traz vantagens para o consumidor como alternativa efetivamente mais barata, a Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) lança campanha que vai lembrar o consumidor do Gás Natural Veicular (GNV). “Queremos aproveitar o momento. Desde 2009, o preço do metro cúbico do gás natural continua a R$ 1,699 na bomba. É hora de mostrar como GNV é competitivo. Com um m³ no carro a pessoa roda 14 quilômetros, no álcool 7 km”, enfatizou o presidente da empresa, Aldo Guedes. A estatal é a única fornecedora de GNV no mercado local.
O executivo salienta também que uma pessoa que roda 100 quilômetros por dia poderia economizar R$ 1.040 por mês de combustível. “O kit gás custa R$ 2.500 e damos uma bonificação de R$ 500. Um consumidor deste perfil tiraria o investimento em três meses. Se for taxista e roda 200 km por dia, ele tiraria em um mês e meio”, comentou, salientando que, para o álcool ser competitivo em relação ao GNV ele deveria custar R$ 0,99.
Guedes diz que, depois que aconteceram os aumentos da gasolina e do álcool, o consumidor voltou a procurar o gás como alternativa de energético. Segundo ele, a partir de 2009 o setor enfrentou uma debandada do consumidor, pois àquela época o preço do álcool estava sendo praticado pelo mesmo preço do GNV. “O consumidor entendeu que o outro combustível era melhor. Sofremos uma redução de 40% na demanda, mas agora voltamos a recuperar 30%.”
O presidente da Copergás diz ainda que, atualmente, são 10.000 veículos no Estado rodando com o gás natural e que a clientela voltou a demonstrar interesse pelo produto. No ano passado, a Copergás lançou, entre os meses de junho a dezembro, a mesma campanha de subsídio de parte da instalação do kit, atraindo 340 pessoas. “Voltamos à carga em março e, neste período, já foram 140 instalações”, comentou.
A Copergás defende que o GNV é mais uma alternativa de combustível ao consumidor, ou seja, se o álcool ou a gasolina voltarem a ficar mais vantajosos, basta o cliente escolher na hora qual combustível comprar. Na defesa, a Copergás também mantém uma rede de 78 postos interligados por tubulação na Região Metropolitana do Recife (RMR), chegando até Goiana, ao norte, Suape ao sul, e Caruaru em direção ao interior. A rede de 500 quilômetros é a segunda maior do Nordeste, perdendo apenas para a Bahia. Há também outros quatro municípios que têm postos que oferecem o GNV no interior: Garanhuns, Palmares, Limoeiro e Gravatá, esses servidos por meio de caminhões, assim como Goiana.
A empresa defende que o combustível não prejudica o motor nem interfere no seu desempenho, tanto que a Fiat lançou uma versão do Siena que já vem com o kit instalado. Sobre o espaço, ele diz que as instalações estão menores e não comprometem tanto o uso do porta-malas. A campanha da Copergás tem a parceria do Sindicombustíveis e Associação dos Instaladores.
Fonte: Jornal do Commercio / Economia / 13-05-2011
Lançamento de kit pega carona na alta de preço dos combustíveis para reforçar uso do GNV
Uma nova chance para quem pretende investir na conversão do automóvel para Gás Natural Veicular (GNV). A Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) vai lançar, na próxima semana, a segunda fase da campanha Pit Stop, que oferece R$ 500 de desconto na instalação do kit gás. A ideia é aproveitar a alta da gasolina e do álcool que estão custando R$ 2,79 e R$ 2,19, respectivamente, nos postos do Recife. Enquanto isso, o GNV tem preço de R$ 1,69 por metro cúbico, desde 2009. Desta vez, a campanha valerá por tempo indeterminado e não haverá limite de conversões com o subsídio. Existem 33 mil veículos convertidos a gás no estado.
O mote da campanha, claro, é a economia proporcionada pelo GNV, em relação ao álcool e a gasolina. Para quem roda 100 km por dia – um taxista chega a circular até 200 km, diariamente — a economia mensal é de R$ 540. Assim, em três meses, é possível ter o retorno do investimento na conversão que, com o desconto de R$ 500, fica a partir de R$ 1,5 mil (um cilindro de 10 m3). Outro custo que o usuário deve levar em conta é a revisão anual obrigatória para quem tem veículo a gás, que custa R$ 150 no Recife e R$ 100 em Olinda.
A primeira campanha foi lançada em maio do ano passado e tinha o objetivo de atingir 1 mil veículos em seis meses. Mas o saldo não foi satisfatório. Apenas 307 conversões foram registradas no período. A baixa adesão dos usuários à campanha foi atribuída à pouca divulgação do desconto. O problema deve ser resolvido na próxima semana, quando a companhia investirá R$ 200 mil em uma campanha publicitária massiva. “Tínhamos renovado o desconto há dois meses e, sem divulgação, conseguimos 131 conversões. Agora com a propaganda, o resultado será ainda melhor”, diz o presidente da Copergás, Aldo Guedes.
As convertedoras estão otimistas. “Como o álcool e a gasolina estão caros, muita gente tem procurado orçamento para a instalação dos cilindros, sem nem saber da campanha. Com uma divulgação maior, acho que a procura vai quadruplicar”, estima Eimar Cavalcanti, dona da instaladora Via Gás, em Olinda. Para ganhar o desconto, o usuário deve procurar as convertedoras que aderiram à campanha (atualmente, são três). Rafael Coelho, diretor de gás natural do Sindicombustíveis-PE, diz que o abastecimento com gás natural tem crescido. Atualmente, o consumo diário do estado é de 180 mil m3. “O nosso objetivo é elevar esse consumo para 220 mil m3”, complementa o presidente da Copergás. (Mirella Falcão)
Serviço
Campanha Pit Stop
Lidergás — 3453.2296
Via Gás — 3493.0820
Mastergás – 3053.5675
Fonte: Diario de Pernambuco / Economia / 13-05-2011
Os municípios do Interior do Estado estão sendo os principais alvos da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) este ano. O foco não é à toa. O potencial da região chega a 300 mil m³ por dia na Região do Araripe, por exemplo. E o Gás Natural Comprimido (GNC) já começou a chegar a essas cidades. Os locais que ainda não são atendidos pela tubulação de gasoduto estão recebendo o combustível via carretas. As duas primeiras indústrias a receberem o gás de modo contínuo na forma de GNC são as Bateria Moura, em Belo Jardim, e a Galvanisa, instalada na cidade de Carpina. Com o sucesso do projeto, três outras empresas já foram identificadas como clientes potenciais. Agora, a Copergás está identificando uma indústria que possa atuar como ramificadora. Esta interiorização só foi possível graças a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aonde não existe a tubulação de gasoduto. O mesmo incentivo é dado as empresas transportadoras do diesel. Além disso, o Governo Estadual está de olho neste mercado. A expectativa é de que ainda este mês seja lançada uma campanha de estímulo ao uso de gás natural. Tudo indica que o setor irá ter bons retornos.
Fonte: Folha de Pernambuco / Economia / Folha Economica (Rochelli Dantas) / 13-05-2011
Campanha teve início em junho do ano passado e já traz bons índices. Com a divulgação já foram instalados 438 kits
A Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) está lançando a segunda etapa da campanha Pit Stop, que incentiva a instalação de kits gás com descontos de R$ 500 para o consumidor. Para isso, foram investidos pela companhia R$ 200 mil na divulgação da ação em jornais, outbus, além de anúncio em rádio e TV. A campanha tem como finalidade impulsionar o consumo do Gás Natural Veicular (GNV) que, antes da crise econômica de 2008, era de 200 mil metros cúbicos diários (m³/dia). “Depois da instabilidade financeira, o consumo caiu para 147 mil metros cúbicos/dia. Hoje, chegamos a 180 mil metros cúbicos/dia. Nossa meta é ultrapassar o volume anterior ao que tínhamos antes da crise”, reforçou o presidente da Copergás, Aldo Guedes.
A campanha teve início em junho do ano passado e já traz bons índices. Com a divulgação já foram instalados 438 kits. A ação está sendo realizada em parceria com o Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco e Associação das Montadoras de Kits de Gás. O preço médio cobrado para a instalação de um kit é de R$ 2 mil. Mas, através da iniciativa, a Copergás arca com R$ 500 e o cliente com os outros R$ 1,5 mil. Para ser atendido, o interessado deve procurar a instaladora, pagar R$ 1,5 mil e, depois, a empresa que realizar o serviço receberá os R$ 500 diretamente da companhia.
“O Governo Federal subiu os preços da energia e de outros combustíveis, mas o gás não aumentou. Só para se ter uma ideia, em abril de 2009 o preço do metro cúbico do gás era R$ 1,89. E hoje, o metro cúbico produto é vendido a R$ 1,69. Isso foi possível, principalmente, por conta dos leilões, de onde estamos adquirindo gás com 30% e 40% de descontos. A partir de 2015, com a exploração do pré-sal a demanda por gás aumentará e, por isso, é necessário preparar o setor. (Jamille Coelho)
Fonte: Folha de Pernambuco / Economia / 13-05-2011
Polo gesseiro em Pernambuco muda matriz energética.
Como todo polo industrial tipicamente brasileiro, o “Chapadão do Araripe” é um vai e vem frenético de caminhões de todas as partes do país. Carregam basicamente madeira, coque de petróleo e gesso nas mais variadas formas. Também não é raro levarem na caçamba grupos de homens que se assemelham a fantasmas, brancos dos pés à cabeça em razão do trabalho diário com o gesso. Formado pelos municípios de Araripina, Trindade, Ipubi, Bodocó e Ouricuri, o polo gesseiro do Araripe, no extremo oeste pernambucano, fornece nada menos que 95% do gesso consumido no Brasil, algo hoje em torno de 5 milhões de toneladas por ano. As reservas de gipsita, rocha mineral que origina o gesso, são estimadas em 1,2 bilhão de toneladas, quinto maior volume do mundo, depois de Irã, China, Canadá e México. O dinamismo da construção civil nacional acelera a demanda e alimenta os sonhos de grandeza da região, que sofre com gargalos importantes de infraestrutura, sobretudo em energia e transportes. Praticamente todas as fábricas do polo abastecem com lenha e coque os fornos onde a gipsita é convertida no gesso em pó que conhecemos. Pleito antigo do setor, formado majoritariamente por pequenas e médias empresas, o gás natural começou a chegar ao Araripe há pouco mais de um mês, provocando grande expectativa de um salto de qualidade e de volume na produção local. Mais limpo e eficiente, o combustível poderá oferecer a segurança energética necessária para que o setor atenda melhor uma demanda que em 2010 avançou 30% sobre o ano anterior. “Resolvendo a questão energética e logística, o crescimento é inevitável. O momento é de grande otimismo”, afirma Josias Inojosa Filho, vice-presidente do Sindicato da Indústria do Gesso (Sindusgesso). Além da expansão do consumo per capita no Brasil, ainda pequeno se comparado a países como Argentina e Chile, o dirigente quer ver o gesso nacional forte no mercado externo. Do R$ 1,6 bilhão que o setor deve faturar neste ano, menos de 1% virá de exportações. O primeiro empresário contemplado com o gás natural foi o vice-prefeito de Araripina, Alexandre Arraes (PSB). Ele é o dono da New Gipso, fábrica de médio porte localizada no distrito industrial do município. O fornecimento, porém, ocorreu apenas como projeto piloto do governo estadual, que está elaborando um modelo de negócio, baseado em isenções fiscais, para tornar economicamente viável a entrega do gás por caminhões enquanto um gasoduto não é construído, o que não tem prazo para acontecer. Nas primeiras experiências, o gás chegou à fábrica 30% mais barato do que o equivalente em madeira, segundo informou Aldo Guedes, presidente da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), empresa controlada pelo governo de Pernambuco em sociedade com Petrobras e Mitsui. A meta é operacionalizar pelo menos 30 mil metros cúbicos por dia até o fim deste ano. A demanda, porém, é bem superior. Está hoje na casa de 300 mil metros cúbicos diários e só tende a crescer, dado que muitas novas empresas estão chegando, atraídas pelo horizonte promissor. Atualmente, 15 fábricas estão sendo erguidas na região, entre elas a Padrão Gypsum, do pernambucano Geraldo Antonio do Nascimento. Apesar de animado com a possibilidade de chegada do gás natural, ele se mantém cauteloso, até porque está desembolsando quase R$ 2,2 milhões na empreitada. “Vou começar usando a madeira, legalizada obviamente, mas pretendo investir futuramente em um forno a gás. Se vier mesmo (o gás), é uma mão na roda”, avalia. Por ser limpo, o gás natural pode ser injetado e queimado dentro do forno, acelerando o processo de calcinação da gipsita, que nada mais é do que a extração do excedente de água. Usando lenha, coque ou óleo combustível, altamente poluidores, a queima é feita fora do forno, para evitar a contaminação do gesso, o que torna o processo menos eficiente. “Com gás eu fiz quatro toneladas em uma hora. Com lenha é o dobro do tempo”, calcula o gerente de produção da New Gipso, Expedito Batista da Silva. A avaliação é semelhante na Ingenor, uma das maiores fabricantes da região, onde são queimadas mais de 450 toneladas de coque por mês. “Além da questão ambiental, a vantagem está no custo final do produto, porque o aproveitamento calórico do gás é de quase 100%, enquanto que a transferência de calor que ocorre com o coque gera perdas importantes”, explicou o responsável pela unidade, Wilton Pereira. Por todo o polo se vê imensas montanhas de lenha, material que ainda responde por 90% da fonte energética das fábricas. Com o endurecimento da fiscalização ambiental sobre o corte da madeira nativa da caatinga, os fabricantes têm que trazer o combustível do Piauí e do Ceará, onde adquirem a lenha resultante da poda de cajueiros e goiabeiras. Apesar disso, ainda é corriqueira a utilização de madeira ilegal, segundo relatos dos empresários locais. Alheio à polêmica, o retraído operário Roberto Januário, de 40 anos, passa o dia alimentando calmamente o apetite voraz dos fornos a lenha. Após 12 anos vivendo em São Paulo, ele decidiu voltar a sua terra, informado que foi sobre o surgimento de oportunidades de trabalho. Diante do risco de o gás natural tornar desnecessária a sua função, ele não perde a serenidade: “Aí tem que arrumar outra coisa pra fazer.” Outra demanda antiga, o transporte do gesso também vislumbra dias melhores. Isso porque uma das principais atribuições da ferrovia Transnordestina será atender o polo do Araripe, o que deve gerar uma redução expressiva nos custos de frete. Levar o gesso a preços competitivos até o porto de Suape (PE) ou de Pecém (CE) pode representar uma nova chance para o setor competir no mercado externo, além de abastecer com mais eficiência a demanda nacional, que não se resume à construção civil. Agricultura, indústria cerâmica e ortopedia também são clientes relevantes. Enquanto gasoduto e trilhos seguem engessados, o caminhoneiro gaúcho Osni Rodrigues se prepara para mais uma jornada de 2,8 mil quilômetros entre Araripina e Porto Alegre. Na caçamba, 31 toneladas de placas de gesso que vão adornar casas, apartamentos e escritórios da capital gaúcha. Se realizados os desejos do empresariado gesseiro, os caminhões devem perder importância na paisagem do Chapadão do Araripe. Os fantasmas, pelo menos por enquanto, estão garantidos.
FONTE: Valor Econômico – 12/05/2011
Até este final de semana, a Copergás participa da 14ª Fennopan (Feira Norte-Nordeste de Panificação e Food Service), que acontece no Centro de Convenções de Pernambuco. A companhia instalou estande com 36 metros quadrados com a finalidade de estreitar relacionamento com atuais clientes e criar novas oportunidades de negócios para o gás natural.
Para a Diretoria da Copergás, um dos pontos importantes da Fennopan, é a possibilidade de apresentar o gás natural como solução para questões ambientais. O energético é o substituto mais viável para o uso da lenha em padarias, prática que vem sendo abandonada tanto pelo fato de prejudicar o meio ambiente, quanto pelo lado econômico.
Com a participação na Fennopan, a Copergás espera prospectar novos clientes e consolidar o relacionamento no setor de panificação e food service. No estande da empresa, os visitantes, além de conhecerem o uso do gás natural para estes segmentos, recebem kit com informações sobre o combustível. Este é o segundo ano que a Copergás monta estande na Fennopan.
A feira fica aberta até às 22 horas numa área de 7 mil metros quadrados que reúne mais de 160 expositores. Em 2010 foram gerados cerca de R$ 3,9 milhões em negócios e pra esta edição a perspectiva é de alcançar em torno de R$ 12 milhões. Conforme dados da Fennopan, em Pernambuco existem 1.633 padarias.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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18 de maio de 2011 postado em 


