Copergás vê retomada do crescimento do GNV em Pernambuco

27/11/2020

A conversão de veículos para uso do GNV (Gás Natural Veicular) voltou a crescer em Pernambuco e já está retornando aos níveis pré-pandemia. Em agosto 563 carros instalaram o kit gás; em setembro foram 605, e em outubro, 779  – número próximo do patamar verificado em janeiro passado, que foi de 803. Em 2019, a média foi de 800 kits gás instalados por mês. O Estado tem uma frota de cerca de 67 mil automóveis com GNV, segundo dados de outubro do Detran-PE. O combustível é fornecido no Estado pela Copergás – Companhia Pernambucana de Gás.

Levantamentos nacionais recentes também destacam a performance de Pernambuco em outro item do mercado de GNV: o do preço médio para o consumidor. Recife é a segunda capital do Nordeste com o preço médio mais baixo (R$ 2,939), conforme pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizada em postos das cidades na primeira quinzena de novembro. Em primeiro lugar ficou Maceió, com R$ 2,921. Todas as demais capitais nordestinas tiveram valores acima de R$ 3.

Em relação aos estados, o último boletim do Ministério das Minas e Energia  coloca Pernambuco em primeiro lugar no ranking nacional. O avanço na legislação que trata do ICMS e do GNV começou em abril de 2013, quando o então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, enviou à Assembleia Legislativa projeto de lei tratando da questão, com o objetivo de tornar o uso do combustível mais acessível à população. Em setembro de 2015, o governador Paulo Câmara sancionou nova lei ampliando e consolidando a medida.

A rede de abastecimento ao consumidor também está em expansão, com 74 postos já interligados à Copergás e previsão de chegar a 78 até o final deste ano. Para 2021, a projeção é de que o setor continue em constante evolução. “Estamos sempre trabalhando para ampliar nossa capacidade de atender aos novos consumidores, colocando ao alcance de um público cada vez maior a opção sustentável e econômica do gás natural veicular”, disse o presidente da Copergás, André Campos.

O aumento da competitividade do GNV antes combustíveis líquidos é um dos principais fatores que favorecem a opção para conversão dos veículos. Entre outras vantagens, é mais econômico (com preço e consumo menores), menos poluente, contribui para o aumento da durabilidade de algumas peças do veículo e a tecnologia de conversão em estabelecimentos credenciados pelo Inmetro segue normas nacionais e internacionais.