Pernambuco bate recorde em movimentação de gás natural veicular e triplica número instalações de kits de conversão

06/09/2018

Copergás aponta os benefícios do produto como o maior indutor da expansão e a ABNT reforça a segurança

Números de agosto, apresentados pela Companhia Pernambucana de Gás – Copergás revelam um crescimento de 209% em instalações de kits de gás natural veicular – GNV, em relação ao mesmo período do ano passado, e um novo recorde de comercialização em média diária: com um acréscimo total no volume em agosto, de 11.294.076 m³, bateu sua própria marca ao  comercializar 242.319 m³/dia,  se comparado ao ultimo pico, de 232.189 m³/dia, distribuído em Dezembro de 2006.

Há muito, o aumento desenfreado nas bombas de combustíveis líquidos vêm aproximando o consumidor do GNV, hoje apontado com principal aliado do bolso dos motoristas: em Pernambuco o preço do combustível é um dos mais baratos do Brasil e quem usa, assegura aproximadamente 56% de economia em relação ao etanol e 48% frente à gasolina.

A Copergás revela que esse resultado pode  ser acompanhado através do número de conversões que em 2018 alcançou o exitoso resultado de 3.299 instalações em veículos que passaram a contar com mais um combustível, o que representa um crescimento da frota de 33.18%, em 2017 e em 65.57%, nos dois primeiros trimestres de 2018. “O GNV é definitivamente o combustível mais limpo e seguro de todos. Sua distribuição através de gasodutos garante o fornecimento ininterrupto  e  oferece diversas vantagens, além de não oferecer prejuízos com o desabastecimento no mercado”, afirma o diretor presidente da Copergás, Roberto Fontelles, relembrando do recente episódio da greve dos caminhoneiros.

A distribuidora também revela o perfil dos novos usuários do GNV: 40% exercem atividades remuneradas (aplicativos), 39% veículos particulares, 19% táxis e outros 2%, em empresas ou frotas. “Economia é uma das principais vantagens. O mercado de GNV voltou a crescer, sobretudo para os motoristas de táxis, aplicativos e os que usam o carro para trabalhar”,  garante Eimar Cavalcanti, proprietário da convertedora Viagás, com unidades em Recife e Olinda, Região Metropolitana do Recife.

O volume de GNV comercializado em Pernambuco apresentou uma alta de 22%.  Hoje, o estado possui uma frota de 52.512 mil veículos que utilizam o gás natural veicular (fonte: Denatran), com abastecimento em 67 postos de combustíveis presentes em 19 municípios da Região Metropolitana e do Agreste do estado. O diretor Técnico Comercial, José Waldir Ferrari, explica que “A população quebrou o mito do passado, de que o GNV pode danificar o motor que causa perda de potência ou que poderia ser inseguro, atualmente, com os equipamentos de alta tecnologia embarcados nos kits de quinta geração, não existe mais nada disso. As novas tecnologias de GNV possuem um sistema de injeção eletrônica de gás que faz toda a diferença na performance do carro e mantêm o desempenho gerando uma grande economia ao condutor. Quando instalados em oficinas credenciadas ao INMETRO, não oferecem nenhum risco”.

No quesito segurança, o GNV segue rígidos processos que passam por duas vistorias anuais e um teste de cilindro a cada cinco anos. Além disso, o GNV se dissipa no ar e sua queima é reconhecidamente uma das mais limpas, praticamente sem emissão de monóxido de carbono. É, portanto, uma alternativa que ajuda a melhorar a qualidade do ar de nossas cidades e, consequentemente, a qualidade de vida.

GNV é mais seguro do que qualquer combustível líquido, mas instalação exige cuidado  –  A Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT abaliza a segurança e traz em seu site que o GNV, quando instalado adequadamente, não oferece risco de explosão sendo considerado mais seguro do que qualquer combustível líquido. Mais leve que o ar e armazenado nos veículos em cilindros sob alta pressão, não oferece risco de explosão, até porque o sistema é dotado de válvulas de segurança que se fecham caso haja algum rompimento na tubulação. Por isso, os acidentes são muito raros e atribuídos ao uso de equipamentos e instalações inadequadas. O kit de conversão, por sinal, só deve ser instalado por oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Normalização, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Além do custo mais baixo, o GNV também tem a vantagem de poder ser usado como combustível alternativo em qualquer veículo movido a gasolina ou álcool, com carburador ou sistema de injeção eletrônica. Seu conceito de segurança é reconhecido em vários países, onde tem utilização ampla e crescente.

Estimativas da Associação Internacional de Veículos a Gás Natural (IANGV, na sigla em inglês) apontam que, até 2020, 80% da frota mundial de automóveis – o equivalente a 65 milhões de veículos – serão movidos a GNV. No Brasil, diante da recessão financeira, consumidores estão adotando o gás natural devido ao preço mais acessível, segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). A frota atual movida a GNV é de cerca de 1,9 milhão de veículos. O site da ABNT também oferece uma coletânea eletrônica de normas técnicas necessárias para que o sistema funcione adequadamente.